Quem sou eu

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Maricá - Itaipuaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Sou poetisa, cantora, compositora e amante das artes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009



Se você está infeliz numa situação, mude e pague o preço.


Mas se quiser continuar como está, seja lá porque motivo for,


aguente como homem e não reclame.


Ninguém é obrigado a ouvir as suas lamúrias!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

MICHAEL JACKSON














Eu não era fã do Michael Jackson. Eu gostava do som, mas não tinha um disco seu sequer. Apesar de admirar o seu grande talento, sempre reservei os bancos dos ídolos aos cantores da MPB. Eu também não tenho discos de Simply Red, Steve Wonder, Mariah Carey...
Devo dizer, entretanto, que a partida de Michael mexeu comigo. Primeiro porque a música Pop perdeu um grande ícone. Não houve nenhum astro Pop como ele: arrojado, corajoso, inovador e sempre atualizado.
Depois, porque eu tinha esperança de que ele ainda encontrasse a felicidade.
Michael Jackson era, para mim, um bibelô querido ao qual eu recorria, de vez em quando. Mas, agora, o bibelô se quebrou. Confesso que a ficha ainda não caiu. Eu fico vendo todas essas pessoas falando dele como se fosse uma aberração e não um ser humano que definhou sob o peso de tanto sofrimento.
Hão de perguntar: “A morte absolve as pessoas?” Eu digo que não. Penso que o que absolve as pessoas é o fato de serem humanas.
Nós jamais saberemos ao certo se ele realmente cometeu abusos contra crianças, se cometeu, mas, se cometeu, me admiram os pais das crianças receberem dinheiro e se calarem.
Acho que há muitas pontas soltas nessa colcha de retalhos. Acho também que há pessoas tão famosas quanto ele ou completamente desconhecidas que fizeram ou fazem coisas semelhantes ou piores, mas que nós simplesmente desconhecemos ou não queremos ver.
Penso que o pequeno Michael deve ter-se trancado numa cova escura e fria para fugir das visitas noturnas do pai, de seu assédio moral, da perda da infância e que o palco fosse o único momento real de felicidade para ele, embora sendo fantasia. A única coisa que tirava o pequeno Michael da sua solidão eram os flashes.
A verdadeira família de Michael de Michael eram os seus fãs. Quando cantava e dançava para eles, sentia-se amado e valorizado, forte, até invencível, mas “sua família” confundiu o grande Michael Jackson com o pequeno Michael e o abandonou. Seu último disco não emplacou um só sucesso e ele voltara para a solidão.
Bem, como fruto de sua vida desregrada ou de sua própria natureza íntima, Michael Jackson está, agora, trancado numa cova escura e fria, sozinho, como sempre esteve, a vida toda. Só que com uma diferença: os flashes não podem tirá-lo do seu sono profundo e eu espero, sinceramente, que ele durma em paz.

National Geographic POD