Quem sou eu

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Maricá - Itaipuaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Sou poetisa, cantora, compositora e amante das artes.

terça-feira, 22 de setembro de 2009


COMO DIREI?
Beatriz Oliveira
Como direi que te acho lindo, se mal consigo te olhar nos olhos e estremeço quando em tua presença?
Como direi que te desejo, se meu melhor momento de intimidade contigo é tocar tua fotografia?
Como esquecerei a maciez do teu toque, se meu coração dispara ao lembrar da tua mão escorrendo pela minha?
Como direi a mim mesma que é impossível te beijar se teu sorriso me abre a alma e enleva o meu espírito?
Como poderei dizer “não” se, contra a minha vontade relativa, meu corpo inteiro grita: "absolutamente sim”?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

APOLO /Beatriz Oliveira/



Apolo dança e me olha, como se dançasse pra mim. Como se a minha sede do seu corpo lhe embriagasse.
Não, Apolo não é mau. Só é menino. E a meninice pode ser má, vez por outra. Maldade inocente, se é que isso existe. Inconsequência... Apolo não pensa no ardor da minha alma, nem na dor do meu coração.
O coração maduro é frágil, como uma fruta madura.
Apolo dança sobre o meu coração e faz dele vinho.
E eu bebo...
Boba...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009



Se você está infeliz numa situação, mude e pague o preço.


Mas se quiser continuar como está, seja lá porque motivo for,


aguente como homem e não reclame.


Ninguém é obrigado a ouvir as suas lamúrias!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

MICHAEL JACKSON














Eu não era fã do Michael Jackson. Eu gostava do som, mas não tinha um disco seu sequer. Apesar de admirar o seu grande talento, sempre reservei os bancos dos ídolos aos cantores da MPB. Eu também não tenho discos de Simply Red, Steve Wonder, Mariah Carey...
Devo dizer, entretanto, que a partida de Michael mexeu comigo. Primeiro porque a música Pop perdeu um grande ícone. Não houve nenhum astro Pop como ele: arrojado, corajoso, inovador e sempre atualizado.
Depois, porque eu tinha esperança de que ele ainda encontrasse a felicidade.
Michael Jackson era, para mim, um bibelô querido ao qual eu recorria, de vez em quando. Mas, agora, o bibelô se quebrou. Confesso que a ficha ainda não caiu. Eu fico vendo todas essas pessoas falando dele como se fosse uma aberração e não um ser humano que definhou sob o peso de tanto sofrimento.
Hão de perguntar: “A morte absolve as pessoas?” Eu digo que não. Penso que o que absolve as pessoas é o fato de serem humanas.
Nós jamais saberemos ao certo se ele realmente cometeu abusos contra crianças, se cometeu, mas, se cometeu, me admiram os pais das crianças receberem dinheiro e se calarem.
Acho que há muitas pontas soltas nessa colcha de retalhos. Acho também que há pessoas tão famosas quanto ele ou completamente desconhecidas que fizeram ou fazem coisas semelhantes ou piores, mas que nós simplesmente desconhecemos ou não queremos ver.
Penso que o pequeno Michael deve ter-se trancado numa cova escura e fria para fugir das visitas noturnas do pai, de seu assédio moral, da perda da infância e que o palco fosse o único momento real de felicidade para ele, embora sendo fantasia. A única coisa que tirava o pequeno Michael da sua solidão eram os flashes.
A verdadeira família de Michael de Michael eram os seus fãs. Quando cantava e dançava para eles, sentia-se amado e valorizado, forte, até invencível, mas “sua família” confundiu o grande Michael Jackson com o pequeno Michael e o abandonou. Seu último disco não emplacou um só sucesso e ele voltara para a solidão.
Bem, como fruto de sua vida desregrada ou de sua própria natureza íntima, Michael Jackson está, agora, trancado numa cova escura e fria, sozinho, como sempre esteve, a vida toda. Só que com uma diferença: os flashes não podem tirá-lo do seu sono profundo e eu espero, sinceramente, que ele durma em paz.

segunda-feira, 29 de junho de 2009


UMA NOITE
(Beatriz Oliveira)

Tudo o que lhe peço é uma noite.
Uma noite de ilusão e fantasia
Em que você me ame e eu lhe ame
Com profundidade e maresia.
Sei que não sou digna do seu abraço,
Nem do seu olhar sobre o meu corpo farto,
Mas levarei você ao paraíso,
Se me der uma só noite no seu quarto.
Farei de você um príncipe menino
A ter satisfeitas todas as vontades:
Sorrisos, brincadeiras, doces,
Carinhos, segredos, inverdades...
Olharei para o homem belo
E pensarei lhe impor mil tormentos
Que lhe farão meu, por gosto.
Farei apimentados todos os momentos
De boca, língua e dedos ágeis.
Beijarei, sem pressa, sua pele toda,
Fazendo arrepiar seus pelos frágeis
E tremer seus músculos, de ansiedade.
Tocarei sua alma com minha paixão desvairada,
Numa noite. Uma noite só. A noite inteira.
Percorrerei seu corpo de cima a baixo
E vice-versa, com os olhos, com as mãos,
Com o que você pedir.
Me envolverei em seus cabelos, desesperada,
Pelo seu toque e pelo seu sexo, até você sucumbir.
Poderá ser claro ou escuro o quarto, você decide.
Poderá ser doce ou angustiado, súdito ou rei.
Qualquer coisa que pedir, eu farei.
Eu serei a sua Eva,
Pecadora, condenada e perdida num eterno açoite,
Que há de se transformar num belo verso.
Uma noite...
É só isso que eu lhe peço.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

QUE HOMEM? (Beatriz Oliveira)


Que homem tu és?
As palavras borbulham na minha mente.
Peri? Dante? Homem-Aranha?
Selvagem, perdido, indiferente...
Quisera um canto do teu pensamento,
Quiçá, teus olhos nos meus.
Promessas de político em campanha
Ou espírito de luz em arrebatamento...
Que homem tu és, que me importa?
Leva-me, antes que morra o meu coração,
Que anda cansado, o pobre,
De tão apáticas mouquices.
Leva-me pra sempre em tua pele,
Em tua boca, me revele
Leva-me por um sem fim de sons e,
Mesmo mouco,
Caminhando nessa vida, feito um louco,
Será como se me olhasses e me ouvisses.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MOEDA DE BRONZE (Beatriz Oliveira)















Na primeira vez que vi a moeda,
Meus olhos se fixaram e
Minha boca, em queda, murmurou:
“Que lindo...”
Senti meu coração se abrindo
Para a riqueza do novo,
Para uma nova visão.
O belo leva a evoluir!
E admirar você faz
Do belo em mim erupção.
Sinto a ambição,
Através do tato dos meus olhos,
Nas moedas de bronze no seu peito.
Sinto-me fêmea sob o seu olhar tranqüilo...
Fêmea indócil, salivando na intenção
Do sabor do seu pequeno mamilo.