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Maricá - Itaipuaçu, Rio de Janeiro, Brazil
Sou poetisa, cantora, compositora e amante das artes.

terça-feira, 20 de abril de 2010

MENOS MAL (Beatriz Oliveira)

Se você me perguntasse o que eu sinto,
Não saberia dizer...
Sinto uma paixão tão intensa
Que tremo ao ouvir seu nome,
Ao olhar seu rosto, ao sentir seu cheiro.
Seu suor me é aprazível
Como o é o mar aos peixes. Vital.
Não há como não tocá-lo quando sua.
'Inda me controlo veementemente para não lambê-lo.
Sinto um amor tão terno
Que acho lindo o sorriso mais simples
E nele vejo a estrela mais bela do céu
E o céu da minha boca anseia tê-la.
Não há como não salivar quando sorri.
'Inda me controlo consideravelmente para não beijá-lo.
Sinto um desejo tão intenso
Que meu corpo arde em suas mãos. E travo!
E continuo ardendo por horas a fio
Enquanto seu beijo esfria em meu rosto.
Tento fantasiar uma noite de amor,
Mas você é meu anjo e não consigo senti-lo em mim.
Chego a pensar que é realmente um anjo.
Será pecado o que sinto e penso?
Eu não saberia dizer
Mas, se você me perguntasse o que eu sinto,
Acho que eu me sentiria menos mal...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Faça-me o favor! (Beatriz Oliveira)

Não!

Um abraço só não basta!

Tenho desejo de envolvê-lo inteiro,

Num carinho terno e contínuo,

Enquanto beijo seu rosto, seus olhos, seus lábios...

Não, não basta somente um abraço!

Desejo beijá-lo docemente,

Primeiro o rosto, depois o dorso,

Depois o resto, sem pudor algum,

Sem nenhum limite,

Enquanto sinto crescer sua “dorprazer”

E explodir sua vida inteira em mim.

Não. Definitivamente,

Um abraço só não basta!

Um beijo deve ser dado.

Um beijo bem viajado, molhado,

Pra valorizar meu calor.

É o mínimo, menino.

O mínimo!

Por favor!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A VOZ DO DESTINO (Beatriz Oliveira)


Sentada, olhando ao longe,

Confundo teu balanço com as ondas.

O mar dessa cidade te anuncia.

Som, sol, juventude, alegria.

Teu sorriso é a melhor coisa desse lugar.

Às vezes, caminho procurando te encontrar,

Mas o destino manda que te escondas.

Ando sonhando com a tua luz.

E é bom, pois ando iluminada.

E tudo que eu desejo é que vejas a minha luz.

Mas esse não é meu tempo, nem meu lugar,

E o destino manda que eu me esconda...

terça-feira, 9 de março de 2010

ESTRATAGEMA (Beatriz Oliveira)


Pensa no meu poema como a implicação de um teorema,

Sobre o qual me debato e desespero na ânsia louca de provar.

Por isso, escrevo coisas que desejo, sonho e almejo,

Coisas que penso incessante e ardentemente um dia alcançar.

Penso em beijar tuas gemas. Esmeraldas claras.

Beijá-las tanto e tão docemente, que teus lábios ardentes

Tremam por esperar um beijo doce da minha boca rara

E tuas mãos tateiem o ar a busca de algo inexprimível.

Penso no meu poema como um pequeno estratagema,

Um modo de mostrar-me, dizer-me, desnudar-me,

Por isso, escrevo o que penso, sinto e vejo,

Com o intento de que vejas além do que olhas, a olho nu.

Com o intento de que queiras ver o meu corpo nu.

domingo, 7 de março de 2010

DE NÓS (Beatriz Oliveira)



Hoje eu descobri uma coisa interessante:

Eu não posso olhar pra você!

Embora você sempre me agrade, em todos os aspectos,

A visão da sua totalidade me apavora.

A sua beleza é tão incognoscível e tão peremptória

Que eu me perco.

Olhar pra você é um exercício de autocontrole.

Sentir seu cheiro, ver seu sorriso e não beijar sua boca

É uma agonia intensa.

Penso que já notam. Oxalá não!

Pois que me entrego, como que numa viagem etérea,

Eterna, onde só há dois sorrisos:

Um aberto, lindo,

E um bobo, o meu.

Eu, definitivamente, não posso olhar pra você!

Não! Eu não estou apaixonada!

Nosso caso é impossível! E você nem me vê...

Não quero que você me dê nada!

Só quero eu me embebedar de um pouco de poesia,

Dessas que brotam de embevecimento, de beleza,

De sorrisos, de música, de olhares, de mãos,

De perfumes, de suor, de você, de mim...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

MULHER E MENINO (Beatriz Oliveira)


Vem, pra ser amigo,

Dançar comigo, até o amanhecer.

Vem beijar-me a nuca,

Deixar-me maluca, depois endoidecer.

Vem ser meu menino

E, em desatino, tirar-me a fala,

Percorrer os quatro cantos do tapete da sala.

Vem virar-me os olhos

Sem culpa ou medo de se arrepender.

Vem lamber-me o vinho

E, em desalinho, sentir-se efervescer.

Vem fazer-me juras

Das mais bonitas, que eu quero acreditar,

Fala enquanto eu te convenço com o brilho do olhar.

Deixa os joguinhos de poça,

As moças vadias, as princesas vazias

E mergulha em meu lago profundo.

Nasce de novo em meus braços,

Me enche os espaços,

Me leva aonde quer

Que eu te dou meu amor de mulher.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sinto imensamente a sua falta...
Árvore imensa, forte, alta que aperta
meu peito com suas mãos ramosas.
Quisera fossem rosas a dulcificar o
meu coração e a me oferecer abrigo,
ao invés dessa ausência tremenda que
me dá saudade de você, amigo!